O design para vender mais e mais caro

É esta a conclusão e o desafio lançado pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, às empresas nacionais.

“Para muitas micro e pequenas empresas portuguesas que trabalham em sectores tradicionais, um dos factores que mais pode contribuir para garantir que estão cá nos próximos dez anos, a vender mais e a vender mais caro, é a aposta no design”, garante João Vasconcelos. É este o caminho para a indústria portuguesa criar valor, para quem vende a outras empresas (b2b) ou ao consumidor final (b2c).

Design Council, do Reino Unido, uma entidade de referência a nível internacional para a tomada de consciência e valorização do poder económico do design, que, na última década, trabalhou com mais de cinco mil micro, pequenas e médias empresas, em sectores tão diversos como a agricultura, a indústria, a construção, o retalho, os transportes e outros serviços, já fez as contas: cada euro investido em design pode significar mais quatro euros nos resultados operacionais, mais cinco euros nas exportações e mais 20 euros no volume de negócios da empresa.

João Vasconcelos reforça, “não pode haver uma estratégia para a indústria que não inclua o design”. Não obstante, esta é claramente uma fraqueza portuguesa. Segundo o InnoBarometer 2016 — o inquérito que a Comissão Europeia realiza todos os anos para captar as tendências de inovação das empresas da União Europeia —, Portugal é o sexto Estado-membro a contar do fim no que toca ao investimento das empresas em design. Quando questionados sobre o papel do design, só 11% dos empresários portugueses respondem que este é um elemento central na estratégia da sua empresa, enquanto 18% dizem trabalhar pouco com design e 49% reconhecem que nem sequer o usam.

in Expresso, 25.2.2017

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