O design para vender mais e mais caro

É esta a conclusão e o desafio lançado pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, às empresas nacionais.

“Para muitas micro e pequenas empresas portuguesas que trabalham em sectores tradicionais, um dos factores que mais pode contribuir para garantir que estão cá nos próximos dez anos, a vender mais e a vender mais caro, é a aposta no design”, garante João Vasconcelos. É este o caminho para a indústria portuguesa criar valor, para quem vende a outras empresas (b2b) ou ao consumidor final (b2c).

Design Council, do Reino Unido, uma entidade de referência a nível internacional para a tomada de consciência e valorização do poder económico do design, que, na última década, trabalhou com mais de cinco mil micro, pequenas e médias empresas, em sectores tão diversos como a agricultura, a indústria, a construção, o retalho, os transportes e outros serviços, já fez as contas: cada euro investido em design pode significar mais quatro euros nos resultados operacionais, mais cinco euros nas exportações e mais 20 euros no volume de negócios da empresa.

João Vasconcelos reforça, “não pode haver uma estratégia para a indústria que não inclua o design”. Não obstante, esta é claramente uma fraqueza portuguesa. Segundo o InnoBarometer 2016 — o inquérito que a Comissão Europeia realiza todos os anos para captar as tendências de inovação das empresas da União Europeia —, Portugal é o sexto Estado-membro a contar do fim no que toca ao investimento das empresas em design. Quando questionados sobre o papel do design, só 11% dos empresários portugueses respondem que este é um elemento central na estratégia da sua empresa, enquanto 18% dizem trabalhar pouco com design e 49% reconhecem que nem sequer o usam.

in Expresso, 25.2.2017

Confundir é limitar os destinatários

Muitas marcas optam por estar presentes apenas numa das redes sociais disponíveis, normalmente o Facebook, por ser a mais conhecida. No entanto, esta decisão é profundamente errada e pode acarretar resultados muito menos conseguidos.

Quando inquiridos sobre a razão desta opção estratégica, muitos dos gestores dizem crer que os públicos se repetem nos diversos canais e que, como tal, não há qualquer vantagem em estar, não só no Facebook, mas também no Instagram, YouTube, Ello, g+, LinkedIn, etc.

Pois, aqui vai: não pense em promover conteúdo ou marcas nas “redes sociais”, mas sim no Facebook, no Instagram, no LinkedIn, etc. Pense separadamente, diferencie cada rede.

Por exemplo, o timeline do Facebook é dinâmico, adapta-se à interacção de cada utilizador, por isso, nem sempre visualizamos todas as publicações de determinadas páginas, mas sim das páginas com que mais interagimos. Assim o Facebook é uma rede na qual a qualidade das publicações supera a quantidade, seja, é preferível a relevância das publicações e a moderação na quantidade das mesmas. Esta é uma diferença técnica.

Mas a diferença de público entre redes é tão ou maior do que a técnica. Se o Facebook é muito abrangente, o LinkedIn é puramente profissional, o Instagram é muito jovem. Também a forma como cada tipo de utilizador se comporta é díspar: no Facebook passa 6h por dia em média, no LinkedIn 6 minutos…

A receita mágica, proibida

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É crime!

O que muitos “gestores” de perfis fazem, copiam textos existentes na internet, ou partes de, e juntam imagens encontradas em qualquer busca no Google, nada mais é do que um crime de usurpação de conteúdos, que, na sua grande maioria, estão protegidos por direitos de autor.

Uma marca que aposta neste tipo de conteúdos alienados corre riscos desnecessários: perda de identidade própria, falta de coerência na comunicação e acusação de violação de direitos de autor.

Estar presente nas redes sociais não é uma brincadeira, pode ter repercussões a grande escala, que podem ser positivas ou negativas.

O erro de clonar conteúdos

É recorrente o erro de repetir os conteúdos de rede para rede, uma espécie de clonagem de publicações.

Há enormes diferenças entre as redes sociais, não só na forma dos conteúdos (misto no Facebook, imagem no Instagram, vídeo no YouTube), no objectivo da comunicação (por exemplo no Facebook pretende-se, acima das outras, a reacção do público e a bipolaridade na comunicação) e na característica do público (muito diversificado no Facebook, jovem, urbano e classe AB no Instagram, executivo e profissional no LinkedIn).

Por muito que a mensagem seja idêntica, a forma como a mesma se transmite tem de ser, obrigatoriamente diferente na linguagem. Cada rede social, seu público, cada público, sua mensagem.

É esta mais uma razão para se ter todo o cuidado na comunicação nas redes sociais.

O que anda a fazer mal nas redes sociais

A partir de hoje vamos apresentar alguns dos erros mais recorrentes que as empresas e marcas cometem nas redes sociais.

O primeiro é o erro crasso (e comum) alimentar as redes sociais com conteúdos dos sites, assim como é errado replicar conteúdos pelas diferentes redes sociais.
Um site é um meio completamente díspar das redes sociais, com público diferente e com uma mensagem obrigatoriamente diferenciada, mais institucional.
Já as redes sociais potenciam o contacto directo, se preferirmos, o diálogo com o público. Daí a mensagem ter de ser diferente. O assunto até pode ser o mesmo, mas a forma como se dirige ao público não.

Ronaldo ou Tójó?

As redes sociais são já algo completamente entranhado na sociedade e foi coisa que aconteceu ainda mais depressa do que com a Coca-Cola. É fácil constatar em qualquer café que metade das pessoas estão ligadas (e desligadas da realidade) e outros quase tantos, não estando deixam aqui e ali escapar “vi no Facebook” ou “ela pôs uma fotografia no Instagram”. Claro que há sempre quem seja completamente e assumidamente contra estas redes sociais, mas não passa um dia sem assistir a um vídeo no YouTube. E os mais radicais podem até não estar em nenhuma destas, mas, se formos a ver, lá encontramos o seu perfil no LinkedIn.
Seja, quase todos somos, de qualquer forma, público das redes sociais, é um facto!
Mas, se como utilizadores somos, mais ou menos, letrados, seremos o mesmo enquanto produtores dos seus conteúdos? Claramente, não!
É comummente erradamente aceite que qualquer pessoa consegue gerir uma página de rede social, seja de um negócio, marca ou instituição. Alimentar e manter uma página não se resume a publicar umas frases ou fotografias (muitas vezes “roubadas” da Internet, sem respeito pelos direitos de autor). Tudo começa na definição de estratégia e planeamento, na produção dos conteúdos adequados e o uso das ferramentas ideais para chegar a quem se pretende, com a mensagem certa.
Isto não é algo que um sobrinho jeitoso, que passa os dias no Facebook, sabe fazer. É algo que tem de estar assente em conhecimentos de marketing, em estudo e experiência profissional.
Imaginemos um quadro, uma obra de arte, por aquele miúdo que até gosta e tem jeito para fazer uns desenhos. Ou, para melhor explicar, substituamos o Ronaldo pelo nosso filho que adora futebol e até “dá uns toques”.
Diga-me, senhor empresário, para o seu negócio vai preferir o Ronaldo ou o Tójó?

FINALMENTE EM SÃO BRÁS DE ALPORTEL

O ano novo começa com mais Graça no Algarve.
Aproveitando a sua organização versátil, desde que adoptou o nomadismo digital como forma trabalho, a Graça Brand Activation consegue estar cada vez mais perto de quem interessa, os seus clientes. Desde o início deste novo ano estamos mais presentes e com mais frequência em São Brás de Alportel, concretizando um antigo desejo, de trabalhar na região do Algarve.
Graça é um colectivo de mentes, que olham para as marcas como seres, entidades. Entendemos a activação de marcas como um todo, olhamos para cada desafio transversalmente.
Não fazemos apenas design, isto ou aquilo. Comunicamos, activamos as marcas. Dominamos a evolução sónica da comunicação digital e das redes sociais.
O nosso trabalho: gestão de comunicação e marketing, design, merchandising, marketing digital, gestão de redes sociais, produção de conteúdos e copy writing, advising.
Fazemos curadoria de marcas. E é isto que agora trazemos para o Algarve!

Brincar ao Facebook

Um pequeno exercício para satisfazer a nossa curiosidade revelou que, em média, por cliente, passamos 117 minutos por dia nas redes sociais. O que significa que, para responder às solicitações em tempo laboral, teríamos de ter uma pessoa dedicada exclusivamente a este trabalho.

Mas, na verdade, não temos. Porque não precisamos. A nossa dedicação aos clientes ultrapassa qualquer horário, frequentemente só deixamos de pensar nos projectos quando adormecemos. E alguns de nós já deram por si a sonhar com ideias para este ou aquele cliente… Por isso, sobra-nos sempre tempo para outras coisas!

Quase 2 horas por cliente… Porque definimos uma estratégia de presença nas redes sociais, porque produzimos conteúdos, textos e design, porque recolhemos informação, reunindo e visitando os clientes, porque vamos onde as coisas acontecem para viver o assunto ou simplesmente fotografar o que queremos abordar. Porque não trabalhamos apenas para os likes, a presença virtual das marcas é parte de um plano. Porque não basta publicar frases ou imagens, tem de existir uma lógica!

Porque actuamos no Facebook, no Instagram, no g+, no Ello, no Linkedin, no Trip Advisor e muito mais. Actuamos onde temos de actuar, para cada projecto.

E sabe que mais? “Isto”, voltando ao exercício simples, era coisa para custar aos nossos clientes, numa base de intervenção diária, cerca de 650€ por mês! Mas nem metade…

No entanto, ouvimos ainda muitas vezes, “eu, pagar para isso?”. Frequentemente a resposta à nossa demanda gravita algures por “tenho um sobrinho que passa muito tempo a brincar no Facebook e que me faz isso de borla”

Pois muito bem, é essa a diferença. Acha que andamos a brincar ao Facebook? Nem de GRAÇA!

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